A menina dança?

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Groucho Marx

A Renascença viu nascer uma explosão de loucura metódica nas danças.
As mais licenciosas seriam mais tarde banidas pelas autoridades, que então eram simultaneamente religiosas & seculares.

Basta passear o olhar por um quadro como o de Brughel "o velho": A dança dos camponeses (1568) para alcançar o que era então — e hoje ainda — a verdadeira "motivação" por detrás do dançar.

Desavergonhadamente picarescas, as danças renascentistas eram o prelúdio a um cortejar "prático" entre os sexos. É sempre divertido tocar estas peças, que embora ligeiras na "partitura" oferecem ao músico todo um mundo de invenção. Quem disse que o Jazz "inventou" a improvisação?

Estão aqui peças de um compositor anónimo e do toledano Diego Ortiz (ca. 1510–1570). A peça é da sua obra:


Trattado de glossas sobre clausulas y otros generos de punctos en la musica de violones nuevamente puestos en luz

Publicada em Roma no ano da graça de Nosso Senhor de 1553.

Está estruturada em torno de uma dança da Renascença: Il Passamezzo moderno.

A outra dança, não sendo da Renascença propriamente dita, podia ser, dado que musicalmente não se distingue por aí além de uma obra renascentista. Trata-se de uma pequena peça de Carlos Paredes (1925-2004)

Diego Ortiz (ca. 1510–1570): Recercada segunda sobre tenores — el passamezzo moderno

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Carlos Paredes (1925-2004): Dança

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Le Je ne Scay Quoy

  • Mafalda Nejmeddine: cravo
  • Javier Aguirre: viola da gamba
  • Raquel Pinheiro: violoncelo
  • Hugo Sanches: guitarra barroca
  • António Carrilho: flauta de bisel